segunda-feira, 9 de abril de 2012

" Páscoa sofrida "...

  Em época de "morte e ressurreição" era bom que houvesse "menos morte e mais ressurgimento".
Porque toda a morte é triste e deixa marcas, também o ressurgimento é imperioso pois dá alento e esperança para as nossas vidas serem vividas com mais verdade, sentimento e militância.
Sempre que as pessoas se entregam de alma e coração ao acto de vivência individual e colectiva, o mundo pula e avança, animando a mente e o corpo do ser humano, que busca incessantemente o bem estar e a felicidade. E quando as pessoas se unem por objectivos comuns, quase sempre conseguem aquilo que procuram, pelo menos durante uns belos tempos.
É por isso que se diz que "o povo unido jamais será vencido"... pelo menos durante uns tempos e enquanto dura, vale sempre a pena... quando a alma não é pequena.  " Viver é sempre melhor do que vegetar".
Claro que o tempo e as pessoas acabam por destruir muitas coisas, alterando-as, transformando-as ou simplesmente anulando-as, mas a vida continua, a luta continua e a vida só valerá a pena quando houver uma entrega a valer da pessoa a si própria à vida individual e colectiva da sociedade também faz parte desta vida moderna, vivida em sociedade e a caminho da felicidade e do bem-estar.
  E os portugueses são mestres na arte do relacionamento com os outros, desde o início em que foi preciso escolher amigos e afastar inimigos, passando pela era dos descobrimentos em que para além das terras também descobriram  a melhor forma de lidar e conviver com as novas gentes  e até agora na época actual em que se segue  uma política de amizade e de conveniência com a Europa, América e Países Lusófonos.
Correm tempos difíceis em que debatemos frequentemente o nosso futuro, não sabendo bem se deveremos lutar ou resignar e esperar que outros resolvam os assuntos por nós... e a resposta nunca é fácil.
   E enquanto não temos certezas, o melhor será pensar profundamente sobre "o que fomos, o que somos e o que queremos para o nosso futuro".  E em vez de uma luta de classes, ou luta de gerações...
            Há que promover/incentivar o intercâmbio e convívio entre classes e gerações para uma aprendizagem recíproca e profunda de uns com os outros.
            Depois sim...a  luta  poderia e deveria  continuar...